terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Lenda da Kantuta



Houve um tempo em que o Império Inca era governado por um soberano imponente, cruel e sanguinário. Nem mesmo os nobres ousavam contradizer suas idéias.

O poderoso líder costumava visitar anualmente o Santuário de Copacabana e, em uma ocasião, foi acompanhado de sua filha, uma jovem de extrema beleza.

A donzela chegando ao destino, avistou nas margens do lago um belo plebeu e imediatamente se apaixonou por ele.

O nome do jovem era Kento, e assim como a donzela, também se enamorou no primeiro encontro.

Kento e a donzela se encontravam secretamente, pois o soberano jamais permitiria o romance.

Um dia chegaram mensageiros de terras remotas do inca, trazendo notícias de assuntos que exigiam o retorno imediato à sua região.

O soberano, preocupado com os problemas, informou a seus servos que partiriam na manhã seguinte, quando o sol aparecesse no horizonte.

A notícia foi ouvida pela princesa, que descansava em uma sala próxima. Em seguida, ela tratou de   se esgueirar a caminho da casa de Kento, mesmo com a escuridão da noite, a fim de encontrar seu amado e descobrir uma maneira de não se separarem.

E muito perto da casa Kento, escorregou e caiu em uma vala cheia de enormes espinhos que penetraram seu corpo delicado.

Ao amanhecer, quando encontraram o corpo sem vida da jovem, viram-no rodeado por uma planta cheia de flores jamais vista antes, que recebeu o nome de Kentucky-uta que significa "flor da casa de Kento".

Essas flores tinham o verde dos campos, o amarelo dos primeiros raios de sol e o vermelho brilhante do sangue nobre da donzela.

A kantuta se tornou a flor símbolo da Bolívia por possuir as mesmas cores da bandeira do país.

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